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Após 7 anos na prisão, Ebrahim Firouzi morre no exílio e deixa legado de fé

A perseguição aos cristãos no Irã é severa e constante. O governo iraniano, predominantemente muçulmano, proíbe a construção de igrejas, a posse de Bíblias e o evangelismo. Cristãos convertidos enfrentam prisão, tortura e outras punições severas. Apesar disso, a igreja secreta no Irã continua a crescer. Em 2023, pelo menos 17 cristãos foram condenados a penas de prisão ou outras punições severas.

Ebrahim Firouzi

Ebrahim Firouzi foi um exemplo notável dessa perseguição. Ele foi preso pela primeira vez em 2011, acusado de apostasia e evangelismo. Mesmo após cumprir uma pena de dez meses, continuou a compartilhar sua fé. Em 2013, foi novamente preso e submetido a intensos interrogatórios. Após sete anos de encarceramento, foi libertado temporariamente, mas logo condenado a dois anos de exílio em uma região remota. Firouzi permaneceu firme em sua fé, priorizando o compartilhamento da Palavra de Deus, apesar das adversidades.

Firouzi morreu no início deste ano, no exílio, devido a um ataque cardíaco. Em uma entrevista gravada quatro anos antes de sua morte e recentemente divulgada, ele afirmou que nunca se arrependeu de sua conversão ao cristianismo. Sua vida e morte deixaram um legado de fé e coragem, inspirando muitos cristãos ao redor do mundo.

Organizações como A Voz dos Mártires pedem orações por outros cristãos que ainda enfrentam perseguição no Irã. O país ocupa a 9ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2024 da Missão Portas Abertas, refletindo a dura realidade que os seguidores de Cristo enfrentam diariamente.

Lucas Alves

Jornalista e colaborador do Diário da Fé.

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