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Aplicativo para oração deixa de funcionar por determinação do governo Chinês

O Pray.com, aplicativo que oferecia orações diárias e histórias bíblicas, enfrentou uma suspensão em suas operações na China, em mais uma medida de repressão do governo comunista contra a fé cristã no país. A plataforma foi removida da App Store, impedindo o acesso de mais de 16 milhões de usuários a orações, eventos cristãos e conteúdo religioso.

A decisão, tomada pelo governo chinês, marca uma mudança em sua abordagem em relação ao Pray.com, que anteriormente operava com alguma liberdade enquanto outros aplicativos da Bíblia enfrentavam restrições em 2021. Michael Lynn, cofundador do Pray.com, mencionou as relações anteriormente positivas com a China, destacando a permissão para impressão de Bíblias sob a administração do presidente Xi Jinping.

O efeito da suspensão do aplicativo

A suspensão ocorreu em meio a uma crescente repressão à fé cristã na China, evidenciada por uma nova legislação em vigor desde 2022, tornando ilegal a criação ou compartilhamento de conteúdo religioso online. Essa legislação exige permissões específicas para publicar conteúdo religioso online, impactando igrejas não oficialmente reconhecidas e restringindo a liberdade religiosa.

O Pray.com, agora excluído da App Store, busca alternativas para continuar servindo seu público chinês. Uma das iniciativas inclui um convite ao presidente Xi Jinping para participar do Dia Nacional de Oração em Washington, em maio deste ano.

A suspensão do Pray.com destaca a contínua repressão do governo chinês ao conteúdo religioso, incluindo a proibição de aplicativos da Bíblia e o fechamento de contas cristãs no WeChat. Esses eventos refletem uma perseguição crescente aos cristãos na China, com relatos de detenções arbitrárias, torturas e maus-tratos, colocando o país na 19ª posição na Lista Mundial da Perseguição de 2024 da Portas Abertas.

A medida restritiva não apenas impacta a liberdade religiosa, mas também revela a crescente regulamentação da China sobre a disseminação online de conteúdo religioso, afetando negativamente a comunidade cristã e suas práticas.

Lucas Alves

Jornalista e colaborador do Diário da Fé.

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